Em Cartaz

Cilada.com

Argumento e texto são essenciais para compor uma boa comédia. Em geral, quando falta um ou outro, a comédia não funciona como deveria! As comédias de Hollywood são, na maioria das vezes, vítimas desse mal, já que os textos costumam ser bem ruins e prejudicam o argumento do filme. Aqui no Brasil, Bruno Mazzeo provou que a união de argumento e roteiro só faz bem às comédias!

Em "Cilada.com", Bruno (Bruno Mazzeo) trai a namorada na frente de todos, durante uma festa de casamento. Para se vingar, Fernanda (Fernanda Paes Leme) decide colocar um vídeo dos dois transando na internet. Bruno vira uma sensação acessos e ganha fama de "rapidinho", se é que você me entende! Para tirar a imagem ruim, ele decide gravar uma outra transa, dessa vez com uma performance menos "precoce", e colocar o vídeo na rede. Para isso, ele passa por situações constrangedoras e absurdas que fazem rir até o mais sério dos espectadores.

Bruno Mazzeo conseguiu trazer o espírito do "Cilada" da televisão para a telona. O texto é afiado e irônico, o que faz com que Bruno se saia bem interpretando um tipo meio mau-humorado e atrapalhado. Fernanda Paes Leme faz bem o papel da namorada traída mas, mesmo assim, senti falta da atriz Deborah Lamm, que interpretou a namorada de Bruno por muito tempo na série. O tipo de humor que a atriz faz poderia ser algo a mais para "Cilada.com" mas, ele ficou restrito a uma pequena participação! Outros convidados como Luis Miranda, Dani Calabreza e Sérgio Loroza também fazem bem ao filme.

"Cilada.com" não tem um argumento propriamente original, já tendo sido usado em outras situações. Mas, com a colaboração do texto, funciona bem mesmo sendo simples! Os tipos caricatos presentes no longa também são o ponto alto do filme e que só conseguem se sustentar porque, de novo, tem um roteiro bem amarrado e com bom "timing" de comédia! Divirta-se com umas boas duas horas de risada com "Cilada.com"! Afinal, a cilada dos outros é a diversão de quem vê!

Na Telona

Se Beber, Não Case 2

Uma ressaca é sempre uma ressaca! No caso desta, ela é uma ressaca com gosto de "Parece que eu já vi esse filme antes!". Já viu mesmo! Em "Se Beber, Não Case 2", tudo acontece exatamente da mesma maneira do que no primeiro filme!

Desta vez, os amigos Phil (Bradley Cooper), Doug (Justin Barta) e Alan (Zach Galifianakis) partem para o casamento de Stu (Ed Helms) com Laurie (Jamie Chung) na Tailândia. Chegando lá, juntam-se a Teddy (Mason Lee), o irmão da noiva, para tomar um drinque e comemorar a última noite de solteiro de Stu. É aí que tudo acontece novamente: eles acordam, no outro dia, num quarto de hotel absolutamente destruído sem se lembrarem o que aconteceu. Para piorar, Teddy desaparece e Mr. Chow (Ken Jeong) surge e coloca todos em maus lençóis.

"Se Beber, Não Case 2" caiu na armadilha de tantas outras continuações. O filme perdeu a espontaneidade que tinha no primeiro... e a graça também! Não sou hipócrita de dizer que não dei risada, muito pelo contrário. Dei umas risadas mas, rapidamente, me arrependi! O riso que o filme provoca é aquele que te faz perguntar: "Mas, por que eu ri disso?" Sinceramente, fiquei constrangido de rir daquelas piadas! São piadas grosseiras envolvendo monges, travestis, animais e violência.

Como em muitas sequências, "Se Beber, Não Case 2" perdeu a mão! Depois de um primeiro filme divertido, com um humor que beirava à grosseira mas não provocava grandes constrangimentos, o segundo mergulhou completamente no mau gosto, na apelação e na repetição. Tirando algumas piadas que envolvem Alan, que parece ter ganhado mais destaque nesta segunda parte, nada se salva! "Se Beber, Não Case 2" vai te fazer rir... e rir bastante! Mas, risadas constrangedoras não são melhores do que uma boa gargalhada! E aguardem, pois uma terceira parte está por vir. Essa ressaca está longe de acabar!

Na Telona

Piratas do Caribe 4 - Navegando em Águas Misteriosas

Confesso que sempre tenho os dois pés atrás com sequências! Quando um filme faz muito sucesso, rapidamente é encomendada aos produtores uma segunda parte e, depois, uma terceira e por aí vai. Isso aconteceu com a franquia "Piratas do Caribe", filme baseado em uma atração de um dos parques da Disney e que chega agora à sua quarta parte.

Em "Piratas do Caribe 4 - Navegando em Águas Misteriosas", o excêntrico pirata Jack Sparrow (Johnny Depp) está de volta e em busca da fonte da juventude. Capturado pela coroa inglesa, que também tem interesse na fonte, Jack reencontra Barbossa (Geoffrey Rush), que usa o interesse da coroa como pretesto para encontrar Barba Negra (Ian McShane), que capturou o Pérola Negra, navio também ambicionado por Sparrow. Jack, dizendo saber o caminho para a fonte da juventude se alia a Angélica (Penélope Cruz), filha de Barba Negra, que deseja dar a água da fonte para que seu pai viva muitos anos mais e escape de uma profecia que prevê a sua morte. No meio de tudo isso, claro, muitos percalços e confusões de Jack ajudam a contar a estória.

Apesar de ser o quarto filme de uma saga, "Navegando em Águas Misteriosas" parece ser o começo de uma nova série de filmes. Isso porque, em "Piratas do Caribe 3 - No Fim do Mundo", as tramas presentes foram finalizadas e, agora, novas estórias puderam ser inseridas na série. Mesmo utilizando a mesmo forma, "Piratas do Caribe 4" parece ter adquirido um frescor que só estava presente anteriormente no primeiro filme. A estória e as sequências de aventura divertem muito mais do que nos dois filmes anteriores. As presenças de Penélope Cruz, Ian McShane e de novos rostos de coadjuvantes enriquecem o filme. Geoffrey Rush, como sempre, está ótimo como o capitão Barbossa. A cereja do bolo, no entanto, é Johnny Depp, que mais uma vez faz jus ao papel de protagonista que lhe confiaram. O ator, em cena, parece ter consciência de que o filme foi feito para ele brilhar mas, não deixa que isso afete o personagem.

"Piratas do Caribe 4 - Navegando em Águas Misteriosas" é um blockbuster daqueles! Ação, aventura, comédia, cenários gandiosos e locações paradisíacas. Veja esta quarta parte como se fosse a primeira de um novo ciclo que, com certeza, só está começando! Em tempo: Não faz diferença ver o filme em 3D! Não foi um filme feito para a tecnologia de terceira dimensão mas, como todo filme que se "preze" hoje é lançado em 3D, eles tinham que lançar também! Com óculos 3D ou não, "Piratas do Caribe 4" é um bom divertimento!

Em cartaz na TV

"Lembranças" que eu gostaria de esquecer!

Alguns filmes merecem ser deletados da nossa memória! "Lembranças", em cartaz nos canais Telecine, com certeza é um deles! Não há nada no longa de Allen Coulter que mereça ser lembrado!

Em "Lembranças", Tyler (Robert Pattinson) é um jovem independente que não se dá bem com o pai, Charles (Pierce Brosnan), desde o suicídio de seu irmão mais velho. Depois de uma noitada com o Aidan (Tate Wellington), um amigo com quem divide o apartamento, ele se intromete em uma briga de rua, que só é controlada depois da chegada do policial Neil Craig (Chris Cooper). Depois de ser liberado pelo tira, Tyler provoca-o e acaba sendo preso. Após o episódio, o garoto acaba descobrindo que Ally (Emilie de Ravin), sua colega de turma, é filha do policial. Influenciado por Aidan, ele decide conquistá-la para se vingar. Craig é traumatizado pelo assassinato de sua mulher, que ocorreu dez anos antes, e por isso superprotege a filha Ally, não gostando da aproximação de Tyler. O que ele não contava é que, o que antes era apenas uma vingança, se transforma em amor.

O enredo do filme é tão profundo quanto um pires e possui um roteiro extremamente tedioso, daqueles que fazem olhar o relógio para saber se falta muito para terminar! O erro do filme é que, quando começa a ficar interessante... ele acaba! Isso mesmo! O desfecho de "Lembranças", que está ligado aos atentados terroristas de 11 de setembro, é o único ponto do filme que desperta interesse mas que, ao invés de ser desenvolvido, culmina no fim do longa.

Com tudo, o erro dos erros de "Lembranças" não é o roteiro, e sim os atores. O elenco é muito mal escolhido, o que faz com que o filme se enterre ainda mais. Talvez não fosse uma desgraça completa se contasse com boas interpretações. Com certeza visando um público adolescente e uma esperança em bons números de bilheteria, o escolhido para o papel principal é o "vampiro" Robert Pattinson. Em suas participações em "Harry Potter e o Cálice de Fogo" e na saga "Crepúsculo", Pattinson já tinha mostrado que não era bom ator. Aqui, ele mostra que é péssimo! Totalmente sem expressão e sem verdade no que está fazendo, faz também sofrer quem assiste. A presença de Pierce Brosnan também é responsável pelo fracasso do filme, já que foi escalado para um papel essencial e que explica o comportamento do personagem de Pattinson. Numa cena de discussão entre os dois, importante para o andamento do filme, eles conseguem demonstrar sua completa falta de talento ao mesmo tempo!

Sobrou alguma coisa boa dessas "Lembranças"? Eu acho que não! Nada se salva, desde o roteiro até a presença calamitosa de Robert Pattinson. É melhor esquecer que eu vi esse filme! Ou melhor, acho que não vou esquecer totalmente porque, senão, corro o risco de vê-lo novamente! Têm "Lembranças" que é melhor evitar!

Na trilha de...

... Tarzan

É uma característica da Disney chamar grandes cantores para as trilhas de suas animações. No caso de Tarzan, o escolhido foi Phil Collins e não poderia ter sido melhor! As músicas compostas e cantadas por ele casaram perfeitamente com o filme sendo difícil, talvez, definir qual delas é a melhor. Mesmo assim, é possível dizer que a que ficou mais conhecida foi "You´ll be in my Heart" que, na versão em português, ganhou uma adaptação do cantor Ed Motta. Vale muito a pena!

Acima, na versão de Phil Collins; abaixo, cantada por Ed Motta para a trilha do filme em português

DVD

Muita Calma Nessa Hora

Se você quer ter aproximadamente duas horas de risadas, sem ter de se preocupar com nada e não precisar fazer grandes esforços para entender o enredo de um filme, uma boa sugestão é o longa "Muita Calma Nessa Hora", dirigido por Felipe Joffily com roteiro de Bruno Mazzeo, João Avelino e Rosana Ferrão.

Lançado em DVD recentemente, "Muita Calma Nessa Hora" acompanha as amigas Tita (Andréia Horta), Aninha (Fernanda Souza) e Mari (Giane Albertoni) em uma viagem a Búzios. Com personalidades diferentes, cada uma das três busca algo diferente: Tita viaja decidida a esquecer o noivo, que foi flagrado com outra; Mari decide dar um tempo em homens e no cigarro; e Aninha... Bom, Aninha só foi nesta viagem porque as duas amigas foram também (Quem assistir, vai entender porque eu disse isso) ! No caminho, elas conhecem Estrela (Deborah Lamm), uma hippie que está em busca do pai. Permeando essa estória, muitos personagens passam pela vida dessas amigas, tornando a viagem inesquecível.

É muito difícil falar de "Muita Calma Nessa Hora"! Isso porque não é um filme que tem uma grande trama. Muito pelo contrário! A estória do filme é bem simples e, para entendê-la, não requer prática, tão pouco habilidade. Mas, mesmo sendo simples, o filme é bem escrito. Possui tiradas e diálogos que divertem e trazem aquele riso fácil. Disse que é muito difícil falar do filme pois é muito difícil "vender o peixe" dele! Não é uma estória com muitos atrativos, um roteiros com surpresas e viradas inesperadas mas, provoca duas horas de risadas. E isso é mais do que muito filme por aí, que se propõe a fazer o mesmo e não faz!

As participações especiais são um plus a mais aqui. Leandro Hassum, Lúcio Mauro Filho, Laura Cardoso, Nelson Freitas e muitos outros, surgem para contribuir ainda mais com o clima da comédia rasgada. Agora, dentre essas participações, os destaques mesmo são Maria Clara Gueiros e Luis Miranda, que dão um show e divertem em todas as cenas que aparecem! Ela interpreta uma empregada religiosa que vive aterrorizada com a modernidade das protagonistas, e ele vive uma drag queen que comanda um carrinho que vende bebidas na praia. Já ia me esquecendo: Marcelo Adnet também está impagável interpretando um paulista alucinado por equipamentos eletrônicos. Imperdível!

Se você procura um filme que te faça rir, "Muita Calma Nessa Hora" é uma boa pedida! Entre mais uma daquelas comédias americanas imbecis, que tratam o jovem sempre como idiota, e esta inspirada comédia brasileira, prefira esta! Com certeza, não será o filme que vai mudar a sua vida mas, será aquele que te fez dar boas duas horas de risadas!

Harry Potter

O Fim está próximo!

Em 15 de julho, tudo vai acabar! Bruxos, varinhas, capas de invisibilidade, elfos domésticos, Hogwarts! Nesta data, chega aos cinemas a segunda e última parte de "Harry Potter e as Relíquias da Morte". Os leitores da saga de J. K. Rowlling já conhecem o desfecho da trama, mas não veem a hora de ver a adaptação para o cinema. Quem só vê os filmes, quer saber como termina e qual será o fim do "menino que sobreviveu". E quem não viu nenhum dos filmes e não leu nenhum dos livros, está pouco se lixando!

Demorei para ver a primeira parte de "As Relíquias da Morte". Harry Potte não é o tipo de filme que me faça querer gastar dinheiro para ir ao cinema, então esperei sair em DVD, já sabendo que a fanática da minha irmã iria comprá-lo assim que fosse anunciado! E, eu preciso confessar que gostei do que vi! Acho que, de uns tempos para cá, a saga se tornou mais interessante porque ganhou um tom mais sombrio e adulto. Os dois primeiros filmes, "A Pedra Filosofal" e a "Câmara Secreta", tiveram uma narrativa mais leve e infantil, mérito (no caso, desmérito!) de Chris Columbus! Não consigo me lembrar se os livros são tão infantis quanto (os dois primeiros eu li, mas não tive saco para continuar o resto!). O fato é que a estória perde muito quando infantilizada, mas concordo que representava uma fase da vida de Potter em que ele ainda era uma criança e isso pode explicar o tom infantil!

A série começou a se tornar interessante em "O Prisioneiro de Azkaban", quando Alfonso Cuarón assumiu a batuta da direção e trouxe um ar mais sombrio para a estória. O problema é que, em "O Cálice de Fogo", a mistura desandou! Agora sob o comando de Mike Newell, o filme se tornou besta, com uma narrativa sem nenhum atrativo e de dar sono! "A Ordem da Fênix" e "O Enigma do Príncipe" se recuperaram e trouxeram de volta o tom sombrio acrescentando maturidade à estória do agora adolescente. Em "As Relíquias da Morte parte 1", a trama segue a mesma linha dos últimos dois filmes. Com um ganho a mais: agora fora dos muros de Hogwarts, a narrativa ficou mais dinâmica e arejada, tornando a estória mais interessante e anunciando o que poderá ser uma boa segunda parte!

Prometo que, desta vez, não demorarei para ver a segunda parte de "As Relíquias da Morte" que, aliás, teve seu trailer divulgado ontem (27). Vamos esperar pelo fim do fim de Harry Potter! Quem sabe eu não sou surpreendido por um bom filme? Em todo caso, falando em sagas de livros que são adaptados para o cinema, ainda prefiro "O Senhor dos Anéis"!

Animação

Um Rio de cores e ritmos

O cinema norte-americano, dizendo bem a verdade, nunca soube retratar o Brasil do jeito que é. Quando algum filme de Hollywood vai ser ambientado por aqui, pode ter certeza de que algum esteriótipo do brasileiro vai estar presente. Ou o Brasil é violento demais, ou selvagem demais ou é uma putaria generalizada! Demorou para que alguém tivesse vontade de mostrar um lado, digamos, honesto do país. Foi o que fez Carlos Saldanha que, ainda, teve a sacada de descobrir que a alegria e o gingado do brasileiro seriam mais atraentes se fossem retratados em uma animação. Assim nasceu "Rio".

No longa, um filhote de arara azul é capturado e vai parar nos Estados Unidos. Lá, o pássaro foi batizado de Blu (voz de Jesse Eisenberg) e criado por Linda (Leslie Mann), uma dona de livraria fascinada por aves. Anos depois, ela é convidada por Túlio (Rodrigo Santoro) para ir ao Rio de Janeiro e fazer com que Blu procrie com Jade (Anne Hathaway), para dar continuidade à espécie. Ainda sob impacto do primeiro encontro, as araras são capturadas por uma quadrilha que vende aves raras ilegalmente e, quando pensam em fugir, têm um grande conflito: criado em cativeiro e com toda mordomia, Blu não sabe voar. Para serem livres de novo, cada um a sua maneira, os dois precisam aprender a conviver. Acorrentados, literalmente, Blu e Jade descobrem o amor, mas precisam lutar para não serem vendidos e poderem viver no Rio.

"Rio" é um espetáculo de cores e ritmos, com cenas fascinantes que muitas vezes parecem fotos de tão perfeitas. A alegria e a paixão pelo samba estão presentes e cativam qualquer um. A trilha sonora, com uma mescla de sons gringos e música brasileira também é ótima. Eu duvido que alguém seja capaz de conter os pés enquanto ouve o batuque dos tamborins no longa! Os clichês (aqueles!) também estão presentes mas, por ser uma comédia animada, não causam irritação e transformam-se em piadas. Mas, "Rio" também faz pensar ! Além de retratar bem as belezas naturais da cidade maravilhosa, apresenta bem o contraste social da cidade e das pessoas que vivem em favelas. Óbvio que isso é feito de uma maneira mais atenuada, afinal, o longa é uma animação e não apresenta essa proposta. Mas, já valeu! Levantar a bandeira sobre o tráfico de animais também bota nossas cabeças para funcionar. Espero que a cabeça de alguma autoridade competente também tenha funcionado como a minha e que crimes como esse sejam ainda mais fiscalizados e evitados!

Também disponível para quem quiser assistir em 3D (apesar de não fazer nenhuma diferença!), "Rio" é uma declaração de amor ao Brasil e ao Rio de Janeiro. E, que bela declaração!

Um gênio não morre jamais!

16 de Abril de 2011. Se vivo estivesse, um dos maiores gênios do cinema estaria completanto 122 anos de vida! Mas, como assim se vivo estivesse? Charlie Chaplin era um artista! E os artistas possuem uma vantagem sobre a maioria dos reles mortais: Seus corpos podem não aguentar a passagem do tempo mas, suas imagens são eternas! Chaplin não morreu! Está vivo, ao alcance do controle remoto ou do mouse do computador. Basta querer e sua arte estará presente!

 Charles Chaplin e a dança dos pãezinhos em "Em Busca do Ouro"

 

Chaplin "controla" o mundo em "O Grande Ditador"

 

 Chaplin é "engolido" pela engrenagem do trabalho em "Tempos Modernos"

Na Trilha de...

... Armageddon

Algumas músicas ficam atreladas aos filmes de tal forma que parece impossível distinguir uma coisa da outra. Foi o que aconteceu com "I Don´t Want To Miss A Think", do Aerosmith, presente na trilha sonora de "Armageddon". Mesmo para quem nunca assistiu ao longa de Michael Bay, como eu, fica difícil escutar a música e não ligá-la à Bruce Willis, Ben Affleck, Liv Tyler e cia.

Mulheres no Cinema

Elas são...

... Românticas

Rose (Kate Winslet em "Titanic")

... Divertidas

Selma, Regina, Laura e Lúcia (Glória Pires, Andréa Beltrão, Paloma Duarte e Lilia Cabral em "A Partilha")

... Intensas

Raimunda ou qualquer outra mulher de Almodóvar (Penélope Cruz em "Volver")

... Musas

Sylvia (Anita Ekberg em "La Dolce Vita")

... Apaixonadas

Scarlett O´Hara (Vivien Leigh em "E O Vento Levou")

... Provocantes

Angela (Mena Suvari em "Beleza Americana")

... Corajosas

Thelma e Louise (Susan Sarandon e Geena Davis em "Thelma & Louise")

... Duronas

Miranda (Meryl Streep em "O Diabo Veste Prada")

... Delicadas

Holly (Audrey Hepburn em "Bonequinha de Luxo")

... Doidas

Norma (Gloria Swanson em "Crepúsculo dos Deuses"

... Sonhadoras

Amélie (Audrey Tautou em "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain")

... e Majestosas!

Rainha Elizabeth (Helen Mirren em "A Rainha")

Inúmeros podem ser os adjetivos para definí-las!

Sem elas, o cinema não existiria!

Sem vocês, o mundo não existiria!

Feliz Dia da Mulher!

Oscar 2011

Os Melhores Filmes

Os clipes feitos para apresentar os dez candidatos a Melhor Filme também estavam ótimos! O primeiro vídeo é o clipe apresentado logo no começo da cerimônia e o segundo foi exibido pouco antes de Steven Spielberg anunciar o vencedor.

Oscar 2011

Canções marcantes e os "musicais" de 2010

Durante a festa do Oscar, foi exibido um vídeo onde pessoas falavam de músicas marcantes premiadas em anos anteriores. Muito bom!

Brincando com a falta de musicais na cerimônia deste ano, também foi exibido um vídeo que transformavam diálogos de filmes como "Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 1" e "O Discurso do Rei" em músicas. Esse ano, os velhinhos da Academia devem ter contratado gente jovem para organizar a festa. Muito bem!

Oscar 2011

Abertura da Festa

Muito divertida e bem feita a abertura da cerimônia do Oscar 2011. Nela, os apresentadores James Franco e Anne Hathaway entram nos sonhos do ator Alec Baldwin, fazendo uma sátira do filme "A Origem", para descobrir os segredos de apresentar bem a festa. Com isso, acabam passando e participando da maioria dos filmes indicados da noite e, terminam fazendo uma homenagem a "De Volta para o Futuro". Para quem já viu, sempre vale ver de novo! Para quem não viu, aproveite!

Oscar 2011

O Rei, o subconsciente e o Facebook

"O Discurso do Rei" e "A Origem" foram os grandes vencedores do Oscar 2011. Cada um dos filmes saiu da festa com 4 estatuetas, seguidos por "A Rede Social", com três prêmios. "Alice no País das Maravilhas" e "O Vencedor" ganharam dois prêmios cada e "Cisne Negro" venceu uma vez. Em uma festa prevísivel, "Toy Story 3" recebeu os prêmios de melhor animação e canção original.

O Oscar deste ano teve uma premiação mais bem realizada, com ótimas homenagens a grandes filmes vencedores da estatueta, piadas mais engraçadas e uma abertura muito boa, em que os apresentadores James Franco e Anne Hathaway passeavam pelos filmes indicados da noite. Os prêmios, em geral, foram bem dados. Mas, ainda acho que os Oscars de ator e atriz coadjuvante deveriam ser dados para Geoffey Rush e Hailee Steinfeld. O prêmio de canção original, vencido por "Toy Story 3", também deveria ter sido dado para a música do filme "127 Horas". Mas, fazer o quê?! Eu não voto na Academia!

Vencedores:

Melhor Filme: O Discurso do Rei

Melhor Diretor: Tom Hooper, de O Discurso do Rei

Melhor Ator: Colin Firth, de O Discurso do Rei

Melhor Atriz: Natalie Portman, de Cisne Negro

Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale, de O Vencedor

Melhor Atriz Coadjuvante: Melissa Leo, de O Vencedor

Melhor roteiro original: O Discurso do Rei

Melhor roteiro adaptado: A Rede Social

Melhor Animação: Toy Story 3

Melhor filme estrangeiro: Em Um Mundo Melhor (Dinamarca)

Melhor fotografia: A Origem

Melhor edição: A Rede Social

Melhor direção de arte: Alice no País das Maravilhas

Melhor figurino: Alice no País das Maravilhas

Melhor maquiagem: O Lobisomem

Melhor trilha musical: A Rede Social

Melhor canção original: We Belong Together, de Toy Story 3

Melhor mixagem de som: A Origem

Melhor edição de som: A Origem

Melhor efeitos visuais: A Origem

Melhor documentário: Trabalho Interno

Melhor documentário curta-metragem: Strangers No More

Melhor curta-metragem de animação: The Lost Thing

Melhor curta-metragem de ficção: God of Love

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